Segunda-feira, 27 de Dezembro de 2010

Quando criei este espaço, fi-lo com o principal intuito de poder comentar e largar algumas atoardas essencialmente em relação a temas de política nacional e internacional. É aquilo que me interessa e aquilo por que andei a estudar durante 5 anos.

No entanto, este Natal trouxe-me no sapatinho um álbum que, por falta de outras palavras, só posso chamar de especial e leva-me assim ao primeiro post sobre outro dos meus interesses, i.e., música e, em particular, a chamada "música extrema" ou o vulgo "Metal".

Por outro lado, não deixa de ser engraçado que comece por falar de um álbum que foge em muito à sonoridade mais tipicamente associada a este estilo, sendo a sua especificidade aquilo que lhe confere o seu maior interesse.

 

Assim, este "Écailles de Lune" (Março de 2010) dos Alcest, projecto francês da autoria de Neige tem tido a sua dose de "etiquetas" atribuidas, desde o shoegaze, passando pelo post-Black Metal ou post-rock. Há, de facto, uma componente introspectiva e de serenidade que se revela logo no (excelente) artwork, que se mantém ao longo dos cerca de 40min de duração do álbum, aqui e ali interrompidos por surtos verdadeiramente furiosos de velocidade, quase como se regressássemos à tona de água, depois de um longo mergulho.

 

A palavra-chave ao longo de todo o álbum será, porventura, melodia, o que permite ao ouvinte passar por todas as músicas como uma só, sendo aqui dificil escolher uma "favorita". Ainda assim, os 20min de abertura com "Écailles de Lune Pts I e II" são, talvez, os momentos mais marcantes deste trabalho.

Espero agora poder ainda arranjar o anterior trabalho dos Alcest que, de certa forma, inaugurou esta vertente mais melancólica do Sr. Neige.

 

Quem tem por hábito ouvir música mais "extrema" costuma perguntar-se porque é que não há mais pessoas a fazer o mesmo, ao passo que quem não ouve costuma perguntar-se como é possível haver quem goste daquela "barulheira".

Este é um álbum que deve servir a quem quiser mostrar aos "não-iniciados" algumas das pérolas que é possível encontrar no meio.

 

Um comentário final para dizer que não sou crítico de música e tão pouco um entendido nos seus aspectos mais "técnicos". Sou apenas um ouvinte que, acabado de ouvir algo muito bom, achou por bem escrever algumas palavras sobre isso.

 



Publicado por Bernardo Hourmat às 11:17 | link do post | comentar

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