Quinta-feira, 13 de Janeiro de 2011

No blog Margens de Erro, de Pedro Magalhães, encontro este pequeno tesouro:

 

Estive hoje numa conferência sobre Matemática e Eleições. Fui falar sobre sondagens. Estavam mais de 100 pessoas na assistência. Falei de erro amostral e outros tipos de erro, de cobertura, de "não-contacto" e "não-resposta".

 

Muitas perguntas. Perguntaram-se se o erro amostral é afectado pela dimensão da população sobre a qual estamos a fazer inferências. Se a abstenção afecta a diferença entre as intenções de voto e os resultados, e como e porquê. Em que medida os dados do recenseamento da população são úteis para quem faz sondagens. Se sempre é verdade que as sondagens subestimam sistematicamente o CDS e, se sim, por que será. O que se faz para corrigir distorções entre a composição das amostras e aquilo que julgamos saber sobre a população? E se nós sabemos as fontes de erro "não-amostral", o que podemos fazer para as contrariar? E porque não fazemos mais e melhor?

Quem me fez estas e outras perguntas foram alunos de 15 e 16 anos do Colégio Paulo VI, em Gondomar. Não é só as perguntas terem sido boas. Foram todas curtas, muito incisivas, feitas por pessoas que perguntam porque, simplesmente, querem saber. Nada do que sucede normalmente nas conferências em Portugal ("Bem, a minha pergunta não é bem uma pergunta, é um comentário," etc). Em suma, continuo optimista.

 

 

Pois é. 

Afinal, não é uma embirração só minha, o gosto que muita gente que saltita de conferência em conferência tem em dissertar 20min sobre algo que deveria ter feito sob a forma de uma pergunta. Assisti a vários casos, incluindo na minha Faculdade e pude perceber que parece ser um hábito que se cria nas próprias aulas quando, durante alguma exposição por parte do Professor, surge a inevitável interrupção de "Oh Professor, mas isso não é o mesmo que dizer [inserir verborreia de 10min que não leva a lado nenhum e é exactamente aquilo que acabou de ser dito]."

Enfim, infelizmente a vida não é um sketch de Monty Python, senão haveria sempre alguém vestido de cavaleiro e com uma galinha de borracha para calar essas luminárias.






Publicado por Bernardo Hourmat às 09:16 | link do post | comentar

mais sobre mim
Agosto 2013
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3

4
5
6
7
8
9
10

11
12
13
14
15
16
17

18
19
20
21
22
23
24

25
26
27
28
29
30
31


posts recentes

O fino recorte da nossa c...

O Circo

De greves e sindicatos

Se estás a ler isto, não ...

As maravilhas do "Google ...

Para citar o amigo Tolkie...

Notícias da Faixa de Gaza

Pensar o Mundo, Repensar ...

Grandes Títulos

O Mundo ao contrário

arquivos

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Abril 2013

Novembro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

tags

egipto

líbia

todas as tags

links
blogs SAPO
subscrever feeds