Terça-feira, 22 de Fevereiro de 2011

É interessante seguir os desenvolvimentos na Líbia, tal como nos outros países que se encontram a braços cada um com as suas "revoluções". No entanto, o desenrolar dos acontecimentos no "reino" de Khadafi mostra bem as diferenças que existem, país a país, naquilo que se convenciona chamar o "Médio-Oriente".

De facto, o grau de mortandade que nos últimos dias tem passado para o lado de cá mostra bem o nível de demência do regime líbio(as declarações do General ainda ontem, saindo de uma pileca com quatro rodas e, basicamente, a dizer que ainda lá estava e que estava a chover são dignas de uma qualquer realidade alternativa) e a dificuldade que qualquer manifestação terá em correr com o senhor.

Por outro lado, chamou-me a atenção um post de Marc Lynch, num dos blogs da Foreign Policy, defendendo uma forma mais "musculada" de intervir na Líbia para lá do "por favor não bombardeiem mais" da ONU de Ban Ki-Moon. Importa aqui citar:

 

By acting, I mean a response sufficiently forceful and direct to deter or prevent the Libyan regime from using its military resources to butcher its opponents. I have already seen reports that NATO has sternly warned Libya against further violence against its people. Making that credible could mean the declaration and enforcement of a no-fly zone over Libya, presumably by NATO, to prevent the use of military aircraft against the protestors. It could also mean a clear declaration that members of the regime and military will be held individually responsible for any future deaths. The U.S. should call for an urgent, immediate Security Council meeting and push for a strong resolution condeming Libya's use of violence and authorizing targeted sanctions against the regime. Such steps could stand a chance of reversing the course of a rapidly deteriorating situation. An effective international response could not only save many Libyan lives, it might also send a powerful warning to other Arab leaders who might contemplate following suit against their own protest movements.

 

 

Há, de facto, um Estado da "Comunidade Internacional", membro das Nações Unidas que está, de forma premeditada, a mandar matar os seus próprios cidadãos. Para um "internacionalista", haveria motivos de sobra para a comunidade internacional actuar. As perguntas começam a seguir:

 

 

1. Como intervir? Com força armada? Embargos?

 

2. E quem deve intervir? A ONU? A NATO? A União Africana?

 

3. No que diz respeito à ONU e o seu CS, o que dizem a Rússia e a China? Que tipo de posição deixariam, ambos, o CS tomar?

 

4. Valerá a pena, ou melhor, os líbios ganharão algo com uma eventual intervenção?

 

5. Atendendo ao lugar que a Líbia ocupa em termos de exportação de petróleo (volta-se sempre à vaca fria, não é?) e sendo a Europa o seu principal comprador, poderia esta desenvolver alguma posição mais musculada?

 

São só alguns apontamentos...No tempo que aqui estive a escrevinhar isto até bem que podiam já ter corrido com o maluco mas, infelizmente, não deve ter sido o caso.


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Publicado por Bernardo Hourmat às 09:32 | link do post | comentar

2 comentários:
De António Silva a 20 de Março de 2011 às 08:57
Viva

Não é regime libanês mas sim líbio.

Cumprimentos


De Bernardo Hourmat a 20 de Março de 2011 às 12:46
Boa Tarde,

Nem é "população libanesa"... :)

Muito obrigado pela correcção.


Cumps.


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