Segunda-feira, 11 de Abril de 2011

 

Sobre a participação de Fernando Nobre nas próximas legislativas, "enquadrado" nas hostes do PSD, leia-se esta notícia do Público:

 

Artur Pereira diz que o encontro com José Sócrates “foi promovido por Mário Soares” e que já foi confirmado pelo próprio Nobre, que se encontra no Sri Lanka numa acção da AMI. “Após esse encontro houve outros encontros com membros do PS que o sondaram e convidaram para integrar as listas.

“Logo após as eleições, Fernando Nobre foi contacto por vários partidos, nomeadamente pelo PS e PSD, que, numa primeira fase, queriam saber o que ia fazer Fernando Nobre e os convites do PS e PSD vieram depois”, diz Artur Pereira.

Aparentemente, toda a gente quis Fernando Nobre no rescaldo das Presidenciais e toda a gente quis saber o que ia ele fazer dali para a frente (nada de muito surpreendente, sendo que o título da notícia até é meio enganador, dando a entender que a sondagem do PS tenha sido feita muito mais recentemente e especialmente para as eleições antecipadas).

 

Aquilo que chama mais a atenção é esta parte:

 

A opção pelo PSD ficou a dever-se, explica Autur Pereira, ao facto de os sociais-domocratas oferecerem a Nobre a possibilidade de um cargo, o de presidente da Assembleia da República, que “permite outro género de intervenção e de cidadania” que “a simples entrada numa lista eleitoral não permite”. “Fernando Nobre não queria ser usado como caça votos. Por outro lado, antes de aceitar o convite, Fernando Nobre teve garantias de que poderá ter uma acção absolutamente independente.”
Pereira revela ainda que nos encontros com os partidos “houve quem aconselhasse Fernando Nobre a ficar quieto, que a política era muito complicada e era para os políticos”. Pereira não revela, porém, os autores deste aconselhamento. “Quem o fez, sabe que o fez.”

Sobre o facto de Nobre ter garantido recentemente que não integraria nenhum partido, o ex-directo de campanha explica a mudança de decisão com “a alteração na vida de Portugal nas últimas semanas”: “A situação é tão grave que ele achou que tinha de actuar. E a presidência do Parlamento é um cargo que permite essa intervenção de cidadania e independente.”

 

Desde logo, a integração num lista partidária faz-se pela oferta da possibilidade de Fernando Nobre ocupar o cargo de Presidente da Assembleia da República (2ª figura do Estado, portanto, um degrau abaixo da Presidência para a qual concorreu), algo que aparentemente é da competência do PSD oferecer...

E sim, a justificação para mandar às urtigas o apartidarismo vem agora pela situação grave do país, pelo facto de ter feito uma candidatura presidencial que nunca se pretendeu "contra os partidos".

 

Posso estar enganado, mas isto cai muito mal junto da população votante em geral (falo por mim). De cada vez que vemos que alguém supostamente "não-alinhado" rapidamente alinhar em troca de um cargo, perdemos um bocadinho mais daquela crença de que, talvez, haja pessoas que podem fazer alguma diferença.



Publicado por Bernardo Hourmat às 14:06 | link do post | comentar

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