Terça-feira, 31 de Agosto de 2010

 

A evacuação dos acampamentos é, por isso, para continuar, como é para continuar a expulsão dos que ali viviam. Besson revelou que desde 28 de Julho – data em que Sarkozy prometeu mão dura contra o crime – já foram repatriados 979 cidadãos romenos e búlgaros, dos quais 828 de “forma voluntária”.

Mas agora Paris quer alargar as situações em que um estrangeiro pode ser “conduzido à fronteira” – a forma mais coerciva de expulsão – para incluir nelas o roubo e a “mendicidade agressiva”. Uma interpretação radical da directiva europeia de livre circulação que permite aos estados expulsar cidadãos comunitários, mas apenas quando estejam em causa “razões graves” de ordem, segurança ou saúde pública.

 

 

Bem, isto pelo andar da coisa, amanhã anunciam que o estrangeiro que "olhar de uma forma ligeiramente ameaçadora" tem 1h para abandonar o país...

 



Publicado por Bernardo Hourmat às 02:04 | link do post | comentar

Segunda-feira, 30 de Agosto de 2010

O mais estranho é que ele insiste em dizer estas coisas sempre rodeado de "jovens mulheres italianas"...

 

O líder líbio, Muammar Kadhafi, defendeu que o Islão se torne “a religião de toda a Europa” perante uma plateia de 500 jovens mulheres em Roma, onde realiza uma visita oficial, noticiaram hoje os ‘media’ italianos.

Após a conferência do líder líbio, pela qual as participantes “ganharam” cerca de 80 euros, as jovens receberam um exemplar do Corão.

 

Em relação à hipotética islamização da Europa, já dizem os Deolinda, "Vão sem mim que eu vou lá ter".



Publicado por Bernardo Hourmat às 11:18 | link do post | comentar

Sexta-feira, 27 de Agosto de 2010

Na edição online do Expresso, Clara Ferreira Alves fala de cinema na sua coluna.

Antes de mais, não me considero um cinéfilo. Gosto de um bom filme, seja um dito "mais comercial" ou "mais independente", "americano" ou "europeu", chamem-lhe o que quiserem.

Eu compreendo que cada um tenha as suas próprias referências, seja em termos de cinematográficos, literários, musicais, etc. Logo, terá porventura, uma maior afinidade para (no caso específico da coluna em causa) os filmes/actores/realizadores. Daí que eu compreenda perfeitamente que ela diga algo como isto:

 

Quando era criança ir ao cinema era uma cerimónia familiar. Punha-se um fatinho e o frontispício dos cinemas era majestoso, com letreiros de néon. As cortinas eram de veludo. Nos foyers pendiam retratos de estrelas de Hollywood em molduras doiradas. Os cartazes eram obras-primas. Comiam-se chocolates ao intervalo, e conversava-se em sussurro, respeito para com o silêncio. Ninguém comia pipocas. Valorizava-se o drama e o melodrama e Hollywood não tinha medo de finais infelizes. Os diálogos dos clássicos a preto e branco eram obras-primas. Mesmo quando incompreensíveis, como na adaptação de William Faulkner (Nobel da Literatura) de "À Beira do Abismo", de Raymond Chandler

Por outro lado, não posso deixar de concordar com aquilo que é, hoje em dia, a experiência de ir a uma sala de cinema. De facto, assistir a um filme numa das salas Lusomundo ou até nos cinemas UCI do El Corte Inglés, exige muita paciência para quem quer de facto ver o filme e não passar uma hora e meia a falar com os amigos, enquanto se bebe Coca-Cola e se comem "contentores" de pipocas...

No entanto, o texto toma um rumo mais, digamos, pateta quando se dá a entender que hoje em dia parece que não existem já "grandes actores" e que o cinema está reduzido a "videogames e comédias nulas, que fazem chorar de saudades de Lubitsch, Cukor, Wilder"... O bode expiatório referido é Leonardo DiCaprio, afirmando Clara Ferreira Alves que não veria um filme do próprio duas vezes e saiu do Inception de Christopher Nolan "a meio". Tudo bem que DiCaprio ou Brad Pitt, ou George Clooney, nunca serão um Grant, um Coopert ou um Stewart, nem poderiam ser! Assim como ninguém pode ser um DeNiro, um Nicholson ou um Pacino.

Mas voltando a DiCaprio, basta comparar aquilo que foi o Titanic com o desempenho que teve em Catch me if you Can ou em The Departed (isto para destacar dois filmes que ainda hoje vejo várias vezes e sem qualquer aborrecimento).

Clara Ferreira Alves faz um elogio aos "seus" clássicos e ao seu gosto por ir ao cinema ver um filme que considera já não ser igual hoje em dia, ao que era no seu tempo.

Mas, goste-se ou não, os "clássicos" para muitos que nasceram na década de 80 e que vão olhar para trás daqui a 10/20 anos vão ser coisas como The Matrix, Inception, Dark Knight, Wall-E, Inglorious Basterds, The Moon, Juno, The Hurt Locker, O Senhor dos Anéis, Ratatouille, There Will be Blood, Lost in Translation...See my point?

Será assim uma coisa tão horrível de conceber?



Publicado por Bernardo Hourmat às 09:01 | link do post | comentar

Terça-feira, 24 de Agosto de 2010

Esta espécie de notícia anda pela página principal do Expresso. Em resumo, conta a história de Bruno Balthazar, 18 anos, finalista do secundário com "notas máximas a Física e Matemática" e 3º lugar nas Olímpiadas Internacionais da Física. Até aqui tudo bem, mas acontece que o rapaz quer ser investigador na área da Física (o que segundo a repórter do Expresso é um "sonho pouco comum") e é a partir daqui que a "notícia" toma contornos mais estranhos. Começa logo pela interrogação feita pelo próprio Bruno:

 

"Quero ser investigador de Física e ninguém me ajuda. E se eu quisesse ser jogador de futebol?"

 

Pois...Imagino que se quisesse ser futebolista, estaria exactamente na mesma, mas tudo bem. Compreendo que é para passar a ideia do Portugal obcecado com  o futebol, ideia que até partilho e que me faz bastante confusão.

Querendo o Bruno ser "investigador de Física", a ideia passa por ingressar na Universidade de Oxford, na vanguarda da investigação no sector e é para este objectivo específico que o Bruno faz o seu pedido de auxílio, já que para lá chegar deve ter que gastar este mundo e o outro, coisa que os pais não podem, infelizmente, fazer.

A repórter avança que não conseguiram "apoios em nenhuma das instituições que contactaram" ficando por saber quais e, não estando o Bruno sequer na Universidade, que tipo de apoios poderiam ser oferecidos.

Finalmente, o pai do Bruno retoma o teor futebolístico já referido, dizendo:

 

"Se o meu filho fosse jogador de futebol, com certeza já teria um clube, já o teriam contratado e ele já seria um grande jogador de futebol para o futuro."

 

Acabando de ler, fico sem saber exactamente quem e de que forma poderia ajudar o Bruno? Seriam os clubes/universidades que deveriam oferecer-lhe o curso, mediante bolsas? Mas isso é, obviamente, possível, sendo talvez uma boa ideia entrar em contacto com a FCT...Ou será que foi essa uma das "instituições" contactadas?

Seria o Estado (essa ominpotente e omnipresente entidade) que deveria pegar no Bruno e enfiá-lo em Oxford?

 

E porque não começar por inscrever-se na FCUL, ou no ISCTE e ver como correm as coisas? A partir daí será mais fácil arranjar uma Bolsa...

Logo a seguir e atendendo às suas capacidades fora da média, será relativamente fácil fazer-se nota no curso e chamar a atenção de Professores que poderão ficar de olho nele e, de futuro, convidá-lo para investigação.

Quem sabe se, ainda mais tarde, não poderá ir fazer o Mestrado ou o Doutoramento a Londres...?

Mas que raio, ainda agora acabou o secundário e já está a chorar a dizer que não vai conseguir fazer carreira na Física?

 

 

 



Publicado por Bernardo Hourmat às 15:02 | link do post | comentar

Segunda-feira, 23 de Agosto de 2010

 

Falou de terrorismo. O chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas pediu que fossem enviadas células de informações militares [CISMIL] para os teatros em que Portugal opera. Esse pedido foi satisfeito?

Essa necessidade foi identificada nos teatros de operações especialmente sensíveis do ponto de vista das informações e vai ser suprida. Dentro da recomposição da força portuguesa no Afeganistão no próximo Outono já está incluída a primeira célula de informações. Sem querer ser precipitado, pensamos que também no Líbano devemos dispor desse tipo de instrumento.

 

 

Será que se lhe pedirem, o Sr. Ministro também diz o PIN do Multibanco?

Mas pelo amor da Santa, não se precipite!



Publicado por Bernardo Hourmat às 13:41 | link do post | comentar

 

Parece que, no Irão, foi apresentado um protótipo de um bombardeiro de longo alcance não tripulado (na foto, é aquilo que aparenta ser um cruzamento entre uma V1 e uma Super Soaker). A ser verdade e o protótipo chegar alguma vez a traduzir-se em bombardeiros reais, trata-se de um motivo de peso para um agudizar das tensões regionais, especialmente face a Israel.

Ocorrendo também na sequência da inauguração da central nuclear de Bushehr, parece haver uma clara vontade por parte do Irão em ganhar rapidamente outro peso regional.

Wait and See, pelos vistos?



Publicado por Bernardo Hourmat às 02:50 | link do post | comentar

Sexta-feira, 20 de Agosto de 2010

A desconstrução sistemática do tom geral das críticas que têm sido feitas à construção de uma mesquita (não é uma mesquita!) no "Ground Zero" (não é no Ground Zero) nos últimos programas do Daily Show de Jon Stewart têm sido particularmente bem pensadas. No entanto, acho que a última edição leva a bicicleta:

 

The Daily Show With Jon Stewart Mon - Thurs 11p / 10c
Extremist Makeover - Homeland Edition
www.thedailyshow.com
Daily Show Full Episodes Political Humor Tea Party

 



Publicado por Bernardo Hourmat às 14:04 | link do post | comentar

Quarta-feira, 18 de Agosto de 2010

 

O nosso PNR é tão nacionalista, tão nacionalista, mas tão nacionalista que quando vem a altura de homenagear, não lhe basta prestar homenagem às nossas Forças Armadas (coisa que aliás não lhes deve dar gozo por aí além) e, portanto, durante um encontro internacional de organizações nacionalistas, aproveitaram para visitar o santuário de Yasukuni e, muy nobremente, prestar homenagem às tropas japonesas mortas na 2ª Guerra.

 

O vice-presidente do Partido Nacional Renovador (PNR) e responsável das Relações Externas, Pedro Frade, assistiu a semana passada a um congresso em Tóquio, no Japão, com outros representantes de partidos nacionalistas nipónicos e da Europa, incluindo o presidente da Frente Nacional francesa, Jean-Marie Le Pen.

Mas a parte mais polémica aconteceu no passado sábado, durante a visita ao santuário de Yasukuni, onde se honra a memória dos soldados japoneses caídos na Segunda Guerra Mundial. O facto não deixa de ser controverso, pois o Japão invadiu Timor em 1942, durante a Segunda Grande Guerra. Pinto-Coelho reage dizendo que "sempre honraremos os combatentes que caem pela sua nação, isto é posto acima de eventualidades históricas", em referência a Timor-Leste, onde apesar de nunca se estabelecer formalmente o estado de guerra entre Portugal e o Japão, militares e voluntários civis portugueses combateram ao lado das tropas australianas e holandesas contra os invasores japoneses. "Foi uma questão estratégica do Japão, uma circunstância que nos foi alheia" acrescenta o líderdo PNR.

Já antevejo uma futura visita da associação japonesa para homenagear os nossos mortos em La Lys...Com certeza que iss ficou já apalavrado, para além do lanche nos Pastéis de Belém.

E anda esta malta a passear-se pelo Japão...



Publicado por Bernardo Hourmat às 09:03 | link do post | comentar

Quinta-feira, 12 de Agosto de 2010


Portugal é, a partir de hoje, o primeiro país do mundo ocidental a ter uma lei que impõe limites ao teor de sal no pão.

 

Realmente se há coisa em que somos pioneiros é nesse processo arcano de criação de leis...Quase que rivalizamos com Bruxelas e as célebres directivas para uniformizar o tamanho dos legumes a nível europeu...
Quem sabe se, de futuro, também a quantidade de açúcar irá ser controlada, ou a quantidade de gordura que os restaurantes podem servir por prato...O que, possivelmente vai variar de prato para prato (ou de bolo para bolo, no caso da pastelaria).
No fundo, o sonho molhado de qualquer legislador...



Publicado por Bernardo Hourmat às 13:29 | link do post | comentar

Quarta-feira, 11 de Agosto de 2010

Embora seja uma figura política com a qual não simpatizo por aí além (talvez injustamente), as declarações prestadas ao i deram-me vontade de bater palmas.

Ana Gomes volta a sair da "linha oficial" do Partido Socialista: perante a situação instalada na justiça desde a divulgação do despacho do caso Freeport, a eurodeputada defende que o Presidente da República deve intervir. "Vivemos a crise mais grave depois do 25 de Abril num pilar essencial para o Estado de direito e continua tudo a banhos descansadamente?", interroga-se.

Lembrando que Cavaco Silva fez comunicações ao país a propósito das "escutas em Belém", Estatuto dos Açores e o veto ao casamento gay, a eurodeputada defende que, agora, "a situação é muito mais grave". Além de que "não bastaria uma comunicação": Ana Gomes defende que o Presidente deveria desencadear - em conjunto com o governo e a Assembleia da República - um "brainstorming" sobre a crise da justiça em Portugal.

É também contra o pensamento dominante no PS que Ana Gomes defende a demissão de Pinto Monteiro do cargo de procurador-geral da República e de Cândida Almeida do posto de directora do Departamento de Central de Investigação e Acção Penal. "Era elementar que o procurador-geral e a directora do DCIAP se demitissem. Se não, que fossem demitidos e substituídos por quem fosse capaz de reformular a justiça", afirma a eurodeputada ao i.

Ana Gomes mostra-se chocada com a notícia do "Expresso" do último fim-de-semana segundo a qual a inclusão das perguntas a Sócrates no despacho foi negociado entre Cândida Almeida e os procuradores titulares da investigação. Ana Gomes considera ser "inqualificável" a decisão de incluir as perguntas a Sócrates no despacho, mas que a situação é "muito pior se tiver resultado de negociações em que interveio directamente a directora do DCIAP": "Dá a sensação de que questões essenciais da justiça estão dependentes de negociações".


 

Com efeito, as sucessivas declarações por parte dessas duas luminárias que são o Procurador Pinto Monteiro e a Exma. Sra. Cândida Almeida fazem subir a parada para futuras tentativas de tornar a silly season demasiado "silly" para a época. As coisa entram já na esfera do surreal e há, de facto, uma espécie de geral "encolher de ombros" enquanto a Justiça (que, imagino eu, deveria fazer parte de uma daquelas "instituições" a que o Art. 120º da CRP faz menção) lentamente vai sendo sucessivamente corroída por quem deveria, em última instância, criar as condições para a sua saudável aplicação.

O que vale é que o "regular funcionamento das instituições democráticas" tem uma interpretação muito, mas muito, lata...

 


sinto-me

Publicado por Bernardo Hourmat às 10:42 | link do post | comentar

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