Quarta-feira, 13 de Abril de 2011

 

Depois da notícia das greves de fome sujeitas a formulário prévio e a uma série de outros pormenores que serão, sem dúvida, o sonho molhado de muitos burocratas por este país fora, chega outra notícia que prova como nós estamos já muito para lá da mera demência.

 

O agente principal da PSP, B. R., deve sentir-se um homem feliz. Depois de mais de 18 anos a dar no duro na messe de oficiais da Direcção Nacional daquela polícia, viu ser-lhe feita justiça no passado dia 23 de Março com um louvor.~

 

Nessa data saiu em Ordem de Serviço um louvor que, por certo, não esquecerá, assim como muitos outros polícias não irão esquecer: Foi distinguido, entre muita outra adjectivação porque “por vezes, tinha a capacidade de nos surpreender, nomeadamente, na elaboração de centros de mesa com recurso a flores e verduras dos jardins desta Direcção Nacional”.

“Louvo o agente principal (...) pela forma afável, muito digna, altamente meritória, extremamente competente e responsável como, ao longo de pelo menos 18 anos, na qualidade de empregado de mesa da messe de oficiais desta Direcção Nacional, tem conseguido assumir, com enorme discernimento, bom senso, elevada simpatia e total disponibilidade para com o serviço as funções que lhe foram confiadas”, diz o primeiro parágrafo do louvor.

Depois, no segundo e último parágrafo, repete-se a adjectivação elogiosa que irá terminar nos arranjos florais da mesa de refeições: “O agente principal (...) é um trabalhador incansável, voluntarioso, leal, ponderado, dinâmico e eficiente que não se poupa a esforços para que as suas obrigações sejam cumpridas em tempo útil, de tal forma, que sem qualquer tipo de dúvidas contribuiu para que o fornecimento das refeições na messe de oficiais decorresse sempre sem qualquer tipo de constrangimento, pelo contrário, o mesmo, por vezes, tinha a capacidade de nos surpreender, nomeadamente, na elaboração de centros de mesa com recurso a flores e verduras dos jardins desta Direcção Nacional”.

 

De notar, também o tom divertido do jornalista, logo no 1º parágrafo (que é o mesmo em ambas as notícias, pelo que aguardamos ansiosamente por novidades do País Real da parte deste senhor).

A partir daqui, só me lembro das imortais palavras do Bill Paxton, no Aliens:

 

"Game Over, man!"



Publicado por Bernardo Hourmat às 08:40 | link do post | comentar

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